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Pulgas, carrapatos e leishmania – proteja seu cão dos parasitas

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Pulgas, carrapatos e leishmania – proteja seu cão dos parasitas

Riscar-se de vez em quando é normal, mas quando o seu cão não pára de morder a base da cauda, aparece um pequeno ponto negro movendo-se entre o cabelo ou nota uma bola dura presa à pele depois de um passeio, as coisas mudam. Os parasitas em cães não são apenas um incômodo estético: pulgas, carrapatos e flebotomídeos (o mosquito que transmite a leishmania) podem causar desde alergias insuportáveis até doenças graves que afetam o sangue, os órgãos e, em alguns casos, até mesmo as pessoas da casa. A boa notícia é que quase tudo pode ser prevenido com um plano simples e constante. Vamos vê-lo passo a passo, sem alarmismo, mas sem nos deixar nada de importante.

Pulgas: pequenas mas muito problemáticas

As pulgas são o parasita externo mais comum e, embora pareçam inofensivas, causam muito mais problemas do que você imagina. Uma fêmea pode colocar dezenas de ovos por dia que caem no chão, no tapete, no sofá ou na cama do cão. O seu ciclo de vida passa por ovo, larva, pupa e adulto, e é completado em cerca de 2 a 4 semanas dependendo da temperatura e da umidade. Isso significa que as pulgas que você vê sobre o seu cão são apenas a ponta do iceberg: A maior parte da população (ovos, larvas e pupas) está espalhada pela sua casa à espera do momento de eclodir.

Quando uma única picada provoca uma alergia

O problema mais comum não é a picada em si, mas a reação a ela. A dermatite alérgica por picada de pulga (DAPP) é uma resposta imune às proteínas da saliva da pulga. O interessante é que um cão alérgico só precisa de uma mordida a cada 10 a 14 dias para manter a coceira. Os sinais típicos são arranhões intensos, mordidas e lesões com crostas na zona inferior do ombro, na base da cauda e na face interna das coxas. Em raças de pêlo denso e dupla camada como o Husky Siberiano ou o Samoyedo é mais difícil ver as pulgas entre tanto pêlo, por isso muitas vezes o primeiro aviso é precisamente a coceira.

Pulgas e borboletas: uma conexão surpreendente

Há um detalhe que muitos tutores não sabem: A pulga é o hospedeiro intermediário do Dipylidium caninum, a tenia mais comum do cão. Quando o animal se esfrega e engole uma pulga infectada, esse parasita interno pode acabar por se instalar no intestino. É por isso que o controlo de pulgas e a desparasitação interna vão de mãos dadas: Negligenciar um favorece o outro. Se vir algo parecido com grânulos de arroz ao redor do ânus ou nas fezes do seu cão, avise o seu veterinário.

Baratas: aquelas que transmitem doenças graves

Se as pulgas são incômodas, as carrapatas são diretamente perigosas, por isso podem inoculá-las ao se alimentarem.

  • Ehrlichiosis: causada pela bactéria Ehrlichia canis, é considerada uma das doenças por carrapatos mais sérias.
  • Babesiosis: um parasita ataca os glóbulos vermelhos e os destrói. Um sinal característico é a urina muito escura e as mucosas amareladas pelo aumento da bilirrubina.
  • Otras: anaplasmose, hepatosoenose e rickettsiose completam o quadro, algumas delas com potencial zoonótico (também podem afectar pessoas).

Os carrapatos escondem-se em áreas de alta vegetação e no pêlo procuram por cantos quentes e pouco ventilados: dentro e atrás das orelhas, no pescoço, entre os dedos e nas axilas. Cocker Spaniel Basset Hound Beagle

Como remover um carrapato corretamente

Retirar bem um carrapato é tão importante quanto detectá-lo, porque fazê-lo mal aumenta o risco de ele soltar seu conteúdo dentro do cão.

  1. Use uma pinça específica para extrair carrapatos (disponível em qualquer loja de animais de estimação ou farmácia veterinária).
  2. Tire de forma firme e constante, sem apertar o corpo do parasita e sem dar puxões bruscos, para não deixar a cabeça enfiada.
  3. Desinfecte a área depois e vigie-a nesses dias, em caso de inflamação.
  4. Se não te sentires capaz ou se a carraça estiver muito encharcada, vai ao veterinário.

E, acima de tudo, esqueça os remédios caseiros: nem óleo, nem álcool, nem queimá-la, nem esmagá-la. Esses métodos fazem a carraça regurgitar e multiplicam o risco de transmissão de doenças. Quanto menos tempo ela estiver presa, melhor, por isso a revisão após cada passeio é a sua melhor aliada.

Leishmania: o parasita do phlebotom

A leishmaniose merece uma seção própria porque na Espanha é uma doença endémica e sua prevenção tem suas particularidades. É transmitida pela fêmea do phlebotoma, um minúsculo mosquito que se alimenta de sangue e, ao picar um cão infectado e depois um saudável, passa o parasita Leishmania infantum. Não é transmitido por contato direto entre cães.

É importante ser honesto: a leishmaniose não tem cura definitiva.. Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, pode ser controlado e o cão pode manter uma boa qualidade de vida por anos, mas é uma doença que o acompanhará. Os sintomas mais comuns são a forma cutânea (caspa, crostas, perda de cabelo ao redor do focinho, olhos, orelhas e articulações, e unhas que crescem muito rapidamente) e a forma visceral (perda de peso, apatia, problemas renais). Em caso de qualquer um destes sinais, a consulta veterinária é obrigatória.

Como reduzir o risco

A prevenção assenta em vários pilares que se reforçam mutuamente:

  • Antiparasitários com efeito repelente: colares e pipetas específicos que afastam o flebótomo antes que ele pique.
  • Vacuna: pode ser parte de uma estratégia combinada, sempre avaliando o caso específico com o seu veterinário.
  • Medidas de condução: o flebótomo é mais ativo nas horas de menos luz.

O flebotomo é geralmente ativo entre o final da primavera e o início do outono (aproximadamente de maio a setembro), embora a mudança climática esteja alargando esse período.

Os parasitas internos que não se vêem

Além dos parasitas visíveis a olho nu, existem parasitas internos que podem passar despercebidos até aparecerem.

  • Vermes intestinais: vermes (nemátodos) e ténia (cestas) que afectam a digestão, o peso e o pêlo.
  • Vermes do coração (Dirofilaria immitis): é transmitido por mosquitos e vermes adultos que se hospedam no coração e nas artérias pulmonares. É difícil de tratar uma vez instalado, por isso em zonas quentes a prevenção mensal é fundamental.

Para vermes intestinais, o diagnóstico é feito com uma análise de fezes ao microscópio; para a dirofilaria, por outro lado, é necessária uma análise de sangue específica. Como referência geral, os especialistas recomendam desparasitar internamente pelo menos 4 vezes por ano, embora o seu veterinário ajuste a pauta de acordo com o estilo de vida do seu cão (contato com crianças, acesso ao campo, viagens, etc.).

O teu plano antiparasitário durante todo o ano.

A chave não está em reagir quando já há um problema, mas em prevenir constantemente.

Frente O que fazer De vez em quando
Pulgas e carrapatos Pipeta, colar ou comprimido, consoante o produto Todo o ano (mensal ou de acordo com a duração do produto)
Leishmania Collar/pipete repelente e, se for caso disso, vacina Temporada de flebotomía ou durante todo o ano na zona endémica
Vermes intestinais Desparasitação interna oral Pelo menos 4 vezes por ano
Vermes do coração Prevenção específica Mensal em zonas de risco
Revisão do pêlo Pisar e palpar em busca de parasitas Depois de cada passeio pelo campo

Dicas acionáveis para que o plano realmente funcione:

  • Marca no calendário do telemóvel as datas de renovação de cada produto. É a falha mais comum: a proteção expira sem que percebamos.
  • Não misture produtos por conta própria nem use antiparasitários humanos ou de gato no seu cão. A permetrina, por exemplo, é útil em cães, mas tóxica para gatos domésticos.
  • Trate também do ambiente: lave frequentemente a cama do cão a alta temperatura e aspire tapetes e cantos para remover ovos e larvas de pulga.
  • Ajuste o peso do produto ao do seu cão. Uma pipeta pensada para um Pastor Alemán não serve para um cão pequeno e vice-versa.
  • Aproveite a revisão anual para pedir um exame completo de parasitas e atualizar o plano.

Erros comuns a serem evitados

  • Proteger apenas no verão. Com invernos cada vez mais suaves, pulgas e carrapatos continuam ativos durante boa parte do ano.
  • Confiar apenas no que se vê. Que não veja pulgas não significa que não haja ovos e larvas em casa, nem que o seu cão esteja livre de parasitas internos.
  • Remover carrapatos com remédios caseiros. Óleo, álcool ou fogo aumentam o risco de transmissão.
  • Esquecer doses. Um mês sem protecção é uma janela aberta para doenças.
  • Automedicar. Cada cão, zona e estilo de vida precisa de um plano diferente.

No final das contas, proteger o seu cão dos parasitas é mais uma questão de rotina do que de esforço. Um bom antiparasitário a tempo, uma revisão após o passeio e uma consulta veterinária quando algo não corre bem são suficientes para que o seu companheiro desfrute do campo, do sofá e da vida sem surpresas.

Perguntas frequentes

Posso prevenir a leishmaniose 100%?

Não existe proteção absoluta, mas combinar repelentes (colar ou pipeta), a vacina quando o veterinário a considerar adequada e evitar os passeios ao amanhecer e ao anoitecer em zonas de vegetação reduz muito o risco.

De vez em quando devo desinfectar o meu cão?

Para parasitas internos, a recomendação geral é pelo menos 4 vezes por ano, mas pode ser mais frequente dependendo do estilo de vida. Para pulgas e carrapatos, o ideal é uma proteção contínua durante todo o ano.

Os parasitas dos cães podem infectar as pessoas?

Alguns sim. Certas doenças transmitidas por carrapatos e certos vermes intestinais são zoonóticas, ou seja, podem afectar também as pessoas.

Encontrei uma carraça. Eu tiro-a ou vou ao veterinário?

Pode-se removê-lo em casa com uma pinça anti-garrafas, segurando-o bem perto da pele e puxando firme e direito, sem puxar nem usar óleo ou fogo. Se estiver muito incrustado, não conseguir retirá-lo todo ou não se sentir seguro, vá ao veterinário.

O meu cão não sai para o campo, precisa de antiparasitários?

Sim. As pulgas podem entrar em casa na roupa ou nos sapatos, os mosquitos e os flebótomos voam para varandas e terraços, e os parasitas internos também afetam cães urbanos. O risco é menor, mas não zero, por isso a prevenção ainda é recomendada.

O mesmo produto serve para pulgas, carrapatos e leishmania?

Alguns produtos cobrem várias frentes ao mesmo tempo, mas nem todos protegem contra o phlebotomato da leishmania, que precisa de um repelente específico.

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