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Inchaço no cão: sintomas, prevenção e primeiros auxilios

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Inchaço no cão: sintomas, prevenção e primeiros auxilios

Chega o verão, saís para passear à hora errada ou deixas o cão cinco minutos no carro “apenas para entrar um momento”… E nesse momento, pode desencadear uma emergência mortal. O infecção por calor em cães é uma das emergências veterinárias mais frequentes quando as temperaturas sobem, e também uma das mais evitáveis. A má notícia: Pode matar em questão de minutos. A boa notícia: Se souberes reconhecê-lo a tempo e agires bem, salvas o teu cão.

Neste guia, contarei, com dados de fontes veterinárias, como reconhecer os sintomas, o que fazer passo a passo nos primeiros minutos (a parte que realmente faz a diferença), como evitá-lo e quais os erros que quase todo mundo comete.

O que é um golpe de calor e por que é tão perigoso

Um inchaço(ou hipertermia) ocorre quando o corpo do cão gera ou absorve mais calor do que é capaz de eliminar, e sua temperatura interna dispara. Os cães não transpiram como nós: regulam a temperatura principalmente a suspirar e, em menor medida, pelas almofadas. Quando o ambiente é muito quente e úmido, esse sistema se satura e a temperatura corporal sobe sem freio.

A temperatura normal de um cão ronda os 38–39,2 °C. A partir de 40 °C já se fala de hipertermia preocupante, e acima de 41 °C é uma grave emergência veterinária: a essas temperaturas começam a danificar órgãos como fígado, rins, intestino e sistema de coagulação. Esse dano pode aparecer horas depois, embora o cão “pareça recuperado”.

Para deixar claro o quão mortal é: num estudo britânico em larga escala (VetCompass, em quase um milhão de cães), a mortalidade dos casos de doença por calor foi de cerca de 14 %. Não é um susto sem importância; é uma emergência real que mata um em cada sete cães afetados que chegam ao consultório.

Sintomas: como reconhecê-lo a tempo

O choque térmico não aparece de repente: geralmente avança em fases. Quanto mais cedo o perceber, melhor o prognóstico. Preste atenção a esta progressão:

Sinais precoces (stress por calor)

  • Jade intenso e mais rápido do que o normal.
  • Muita sede e procura de sombra ou solo fresco.
  • Beijo mais abundante e mais espesso.
  • Inquietação ou, pelo contrário, parar e não querer continuar a andar.

Sinais de alarme (choque de calor definido)

  • Jadeu desesperado com a língua muito vermelha ou marrom.
  • Gengiva vermelha intensa, seca ou pegajosa.
  • Vomitar ou diarreia, às vezes com sangue.
  • Tropeço, fraqueza, desorientação ou marcha “esgotada”.
  • Tremores, convulsões, colapso ou perda de consciência.

Se vir qualquer um dos sinais de alarme, tens uma emergência.: comece a resfriar o cão imediatamente (agora vou explicar como) e avise o veterinário em paralelo.

Primeiros socorros passo a passo

Aqui está o mais importante de todo o guia. A evidência veterinária atual resume a atuação em uma frase: “Refrigerar primeiro, transportar depois”.(“cool first, transport second”). Cada minuto que o cão passa acima de 41 °C faz mais dano, por isso a prioridade é baixar a temperatura antes e durante a transferência, não perder tempo indo direto para a clínica sem arrefecer.

Segue estes passos em ordem:

  1. Tira-o do calor. Leve-o para a sombra, para um local ventilado ou com ar condicionado.
  2. Molhe com água fresca (não gelada). molha todo o corpo, insistindo na barriga, pernas, axilas e almofadas, que é onde melhor dissipa o calor. Em cães jovens e saudáveis, mergulhá-lo ou pulverizá-lo com água fria é o mais eficaz; contra a crença popular, a água fria raramente causa “choque” em um cão sobreaquecido. Em cães mais velhos, filhotes ou com problemas de saúde, use água fresca acompanhada de ar.
  3. Adicione movimento de ar. Colocar um ventilador, abrir janelas ou abaná-lo: o ar sobre a pele molhada multiplica o resfriamento por evaporação.
  4. Ofereça-lhe água a temperatura ambiente se estiver consciente e pode beber.
  5. Chama o veterinário e vai para lá. Continua a refrescá-lo durante a viagem (janelas baixas ou ar condicionado, panos úmidos renovados).
  6. Parar de arrefecer ao atingir 39 – 39,5 °C. Se você tiver um termômetro e puder medir a temperatura do reto, quando chegar a esse ponto: continuará a descer sozinha e resfriar demais também é perigoso.

Embora o cão se recupere e pareça perfeito, o golpe de calor pode causar danos internos que não são notados por fora até várias horas.

Prevenção: como evitar

A imensa maioria dos choques de calor é evitada com bom senso.

  • Nunca deixes o cão no carro., nem “um momento” nem com as janelas entreabertas. Com 38 °C na rua, o interior de um carro pode superar os 49 °C em apenas 10 minutos. Estacionar na sombra não é suficiente.
  • Passeia nas horas frescas: no início da manhã e ao anoitecer.
  • Verifica o asfalto. com o dorso da mão: se ele te queima em 5 segundos, as almofadas dele também.
  • Água fresca sempre disponível, dentro e fora de casa, em passeios longos, traz água e um bebedouro portátil.
  • Sombra e ventilação em casa e no jardim.
  • Exercício moderado nos dias quentes: nada de correr, jogar bola sem parar ou andar de bicicleta ao meio-dia.
  • Refresque-o ativamente: tapetes de refrigeração, piscinas para cães, um pano molhado na barriga.

Cães de maior risco

Todos os cães podem sofrer um choque de calor, mas alguns começam com uma clara desvantagem. Os estudos veterinários coincidem em vários fatores de risco: raças braquicefálicas, sobrepeso, idade avançada e raças cabelo muito denso ou duplo.

Os cães de cara plana como o Bulldog Francés, o Bulldog Inglés, o Carlino ou o Boxer têm as vias respiratórias mais estreitas e jadeiam com muito menos eficiência, por isso dissipam o calor pior do que o resto. No outro extremo, raças nórdicas ou de camada dupla como o Husky Siberiano, o Chow Chow ou o Boyer de Berna arrastam um casaco pensado para o frio que joga contra eles sob o sol. Os gigantes como o San Bernardo também estão entre os mais vulneráveis pelo seu tamanho e massa corporal.

Se o seu cão pertencer a um desses grupos, seja especialmente rigoroso com os horários de passeio e exercício no verão.

Erros comuns que pioram as coisas

Com as melhores intenções, muitas pessoas fazem exatamente o que não devem.

  • Correr para a clínica sem arrefecer antes.“Primeiro arrefecer, depois transportar”: começa a refrescá-lo agora, mesmo que demore mais dois minutos para sair.
  • Usar água gelada ou gelo direto sobre a pele. Pode causar vasoconstricção e frear a perda de calor; melhor água fresca abundante e ar.
  • Cobrir o cão com toalhas molhadas e deixá-las. Uma toalha molhada quieta retém o calor como um cobertor; se a usar, renove-a e combine-a com ventilação.
  • Forçá-lo a beber grandes quantidades de golpe ou colocar água na boca se estiver inconsciente: risco de asfixia.
  • Confiar na sombra ou na janela do carro abaixada. são inúteis contra o calor acumulado.
  • Pensar que já passou porque “parece recuperado”. Os danos internos podem demorar horas a manifestar-se.

Perguntas frequentes

A partir de que temperatura corporal é perigoso?

A temperatura normal de um cão é de cerca de 38 – 39,2 °C. A partir de 40 °C já é hipertermia preocupante e acima de 41 °C é uma urgência grave com risco de danos orgânicos.

Posso usar água fria ou vai dar-lhe um choque?

A evidência veterinária atual indica que, em cães jovens e saudáveis, mergulhá-los ou molhá-los com água fria é seguro e muito eficaz, e que o temido “choque” é raro.

O meu cão recuperou sozinho em casa, preciso de ir ao veterinário?

Sim, o choque de calor pode causar danos nos rins, fígado, intestino e coagulação que não são visíveis por fora e aparecem horas depois.

Quanto tempo leva para ter um golpe de calor dentro de um carro?

Muito pouco. Com 38 °C na rua, o interior pode ultrapassar os 49 °C em cerca de 10 minutos, mesmo à sombra ou com as janelas abertas. Nunca deixe o cão sozinho no carro em dias quentes.

Quais raças são mais vulneráveis?

Os cães braquicefálicos (Bulldog Francês, Bulldog Inglês, Carlino, Boxer), as raças de capa dupla ou pelo denso (Husky, Chow Chow, Boyero de Berna) e as raças gigantes como o São Bernardo.

Servem coletes ou tapetes de refrigeração?

Eles ajudam como prevenção e para baixar um pouco a temperatura em dias quentes, mas não substituem as medidas básicas: horários de passeio com menos calor, sombra, água fresca e não deixar o cão em ambientes fechados.

Raças mencionadas neste artigo

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