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Mochila canina: sintomas, contagio e por que a vacina é fundamental

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Mochila canina: sintomas, contagio e por que a vacina é fundamental

Poucas doenças são tão assustadoras para quem acaba de adotar um cachorro como esta. O verruga em cães é uma infecção viral grave, muito contagiosa e, infelizmente, ainda frequente em zonas onde a vacinação não chega a todos. A boa notícia é que a doença pode ser quase totalmente prevenida com algo tão simples como a vacinação a tempo. A má notícia é que, uma vez que o vírus entra, não há remédio para eliminá-lo. Só podemos segurar o cão enquanto o corpo luta. É por isso que vale a pena entender bem como funciona, quais são os sinais que devemos vigiar e porque é que aquela seringa no veterinário é, literalmente, a diferença entre a vida e a morte.

Neste guia, conto-vos, sem rodeios e com dados contrastados, o que é a verruga, como reconhecer os seus sintomas por fases, como é transmitida e que esquema de vacinação realmente protege o vosso cão.

O que é o verruga em cães

O verme, também chamado distemper canino, é causado pelo vírus do verme canino (CDV). Pertence à família Paramyxoviridae e é um parente próximo do vírus do sarampo humano e da antiga peste bovina. É um vírus de RNA com envoltório, frágil fora do corpo do animal (o calor e os desinfetantes habituais o destroem facilmente), mas tremendamente eficaz transmitindo de cão para cão pelo ar.

O que torna o verruga em cães tão perigoso é que não se conforma com um único órgão: ataca em várias frentes ao mesmo tempo. Primeiro multiplica-se nas vias respiratórias, depois passa para o sangue e afeta o aparelho digestivo, a pele e, nos casos mais graves, o sistema nervoso central. Esse caráter multi-orgânico explica por que os sintomas são tão variados e por que o prognóstico pode ser tão complicado.

Embora qualquer cão possa ser infectado, o vírus também afeta outros animais como furões, raposas, lobos, macacos e outras espécies selvagens.

Sintomas: evolução da doença

O verme não aparece de repente com todos os seus sintomas, mas avança por fases. Após um período de incubação de cerca de 3 a 6 dias, geralmente há um primeiro pico de febre que muitas vezes passa despercebida. Depois a coisa se complica. O mais traiçoeiro é que os sinais neurológicos podem levar semanas, ou mesmo meses, para aparecer, quando o proprietário acreditava que o pior já havia passado.

Fase Quando? Sinais habituais
Inicial 3 a 6 dias Febre transitória, declínio, perda de apetite, muitas vezes inadvertida.
Respiratório e digestivo Dias seguintes Segundo pico de febre, secreção nasal e ocular (primeiro aquosa, depois amarelo-verde), tosse, vômito e diarreia.
Neurológico Semanas ou meses depois Tiques musculares, convulsões, descoordenação, cabeça inclinada, paralisia.
Perfuração Variavel Engorda e endurecimento das trufas e das almofadas (doença da “almofada dura”).

Sinais de alarme que você deve estar atento

  • Secreção grossa amarelada nos olhos e no nariz.
  • Tosse, espirros e respiração cansada.
  • Febre, apatia e rejeição à comida.
  • Vomito e diarreia, às vezes com desidratação rápida.
  • Almofadas e trufas duras e rachadas.
  • Movimentos raros: tremores rítmicos da mandíbula (os famosos “tiques de mastigação”), vacilação, giros em círculo ou convulsões.

Um detalhe importante em filhotes: se o vírus os afeta antes de os dentes definitivos crescerem, pode danificar o esmalte de forma permanente. E se notar qualquer sinal neurológico, considere-o uma emergência veterinária: quanto mais cedo agir, melhor o prognóstico.

Como se contagiam os vermes

A principal via de transmissão é a respiratória. Um cão infectado expulsará partículas carregadas de vírus quando tossir, espirrar ou até ladrar, e essas gotículas podem viajar vários metros e chegar a outro cão próximo.

  • Contacto direto com secreções nasais, oculares, saliva, urina ou fezes de um animal doente.
  • Taças, brinquedos e superfícies partilhadas(transmissão por fómites), principalmente em criados, lojas e abrigos em massa.
  • Da mãe aos filhotes através da placenta durante a gestação.
  • Fauna selvagem: um cão não vacinado que espreita zonas frequentadas por raposas ou macacos pode ser exposto.

Aqui está um dos grandes problemas do distemper: um cão infectado pode continuar a eliminar vírus durante semanas, e em alguns casos durante vários meses, mesmo que pareça já recuperado. Isso significa que ele pode infectar outros cães muito depois de passar da fase mais aguda, e é por isso que o isolamento e a desinfecção são tão importantes durante e após a doença.

Que cães estão mais em risco

O verme não compreende tamanhos nem pedigree: afeta tanto um Pastor Alemán robusto quanto um Chihuahua minúsculo. Nenhuma raça tem uma imunidade especial. O que marca a diferença é a idade, o estado do sistema imunológico e, sobretudo, se o cão está vacinado ou não.

Os que mais têm papéis para adoecer gravemente são:

  • Filhotes de 6 semanas a 4 meses, quando os anticorpos que herdaram da mãe começam a diminuir e ainda não completaram a vacinação.
  • Cães não vacinados ou com rotina incompleta, seja qual for a sua idade.
  • Animais de refúgio, criadouros ou lojas em massa, onde o vírus circula facilmente.
  • Cães imunodeprimidos ou com outras doenças subjacentes.

Não importa se temos um Labrador Retriever, um Golden Retriever ou um Husky Siberiano resistente: se não estivermos vacinados, estamos vulneráveis. A proteção não vem dos genes, vem da vacina.

Diagnóstico e tratamento

Diagnosticar o verme nem sempre é fácil, porque seus primeiros sintomas são semelhantes aos de muitas outras infecções. O seu veterinário basear-se-á no histórico clínico (você está vacinado?, teve contacto com outros cães?), no exame e em testes laboratoriais como o RT-PCR, que detecta o material genético do vírus em amostras de sangue, secreções ou líquido cefalorraquidiano, ou técnicas de anticorpos como ELISA e imunofluorescência.

E aqui vem a parte difícil: não existe um antiviral que cure a vesícula biliar. O tratamento é de suporte, ou seja, visa manter o cão estável enquanto o seu próprio sistema imunológico tenta vencer o vírus.

  • Fluidoterapia para corrigir a desidratação por vômito e diarreia.
  • Antibióticos para infecções bacterianas secundárias (o vírus abre a porta para outros germes).
  • Antieméticos, protetores digestivos e suporte nutricional.
  • Anticonvulsivantes e medicação específica se aparecerem sinais neurológicos.

O prognóstico é reservado. De acordo com fontes veterinárias de referência, cerca de metade dos cães adultos que adoecem não sobrevive, e o número piora em filhotes e quando há afetação neurológica grave. Aqueles que conseguem superá-lo podem ficar com consequências para toda a vida, como tiques musculares, convulsões recorrentes ou danos dentários. Se virem as cartas, vão perceber porque insistimos tanto na prevenção em vez da cura.

Por que a vacina é a chave

Se você chegou até aqui, a conclusão cai por si mesma: contra uma doença que não tem cura e que mata um em cada dois cães que a têm, a vacina não é uma opção extra, é a melhor ferramenta que temos. A vacina do verme faz parte das vacinas essenciais ou “core” que todo cão deve receber, normalmente combinada numa única injecção com a do parvovírus, da hepatite (adenovírus) e da parainfluenza (as conhecidas siglas DAPP ou DA2PP).

A regra habitual, que o seu veterinário irá ajustar a cada caso, é mais ou menos a seguinte:

  1. Primeira vacinação em filhotes: é iniciado por volta das 6 a 8 semanas de vida e repetidas doses a cada 3 a 4 semanas até às 16 semanas (tipicamente as 8, 12 e 16 semanas).
  2. Primeiro reforço: cerca de um ano.
  3. Reforços posteriores: a cada 1 a 3 anos, dependendo da vacina utilizada, do risco da zona e do critério do veterinário.

Porque tantas doses no cãozinho? Porque os anticorpos que a mãe lhe passa pelo colostro protegem no início, mas também o interferem com a vacina e desaparecem a um ritmo diferente em cada animal. Ao repetir as doses, asseguramo-nos de captar o momento em que o filhote já pode responder por si próprio. Falhar uma dose ou ir mais cedo nas caminhadas antes de completar a rotina deixa uma janela perigosa na qual o cão parece protegido, mas não está.

Sobre a freqüência exata de reforços em adultos há algum debate: algumas diretrizes recomendam não revacinar contra a doença mais de uma vez a cada três anos, e em alguns casos são usados testes de anticorpos (titulações) para decidir.

Dicas para proteger o seu cão

  • Segue o calendário de vacinas a rasgar. Marque as datas e não perca nenhuma dose da primeira vacinação.
  • Evite zonas de risco com filhotes sem orientação completa. Nada de parques caninos, piqueniques nem contacto com cães desconhecidos até o seu veterinário dar o seu aval.
  • Isolar qualquer cão com sintomas respiratórios ou digestivos e não o leves a outro cão até descartarmos o verme.
  • Desinfecta taças, camas e superfícies se houver um caso em casa; o vírus é frágil e os desinfetantes habituais o matam.
  • Reforça as defesas com boa alimentação, desparasitação diária e visitas periódicas ao veterinário.
  • Se adotar ou comprar um Beagle, um mestiço ou qualquer outro cão, pede e verifica a sua ficha de vacinação antes de levá-lo para casa.

Erros comuns a serem evitados

  • Pensar que um cão adulto já não precisa dele. O verme afeta qualquer idade se a imunidade tiver caído; os reforços existem por alguma razão.
  • Levar o filhote para a rua antes de completar a rotina. é o erro mais caro: muitas infecções acontecem exatamente nessa janela.
  • Confundir com um simples resfriado. A secreção amarelada, a febre e a apatia merecem uma visita ao veterinário, não esperar para ver se passa.
  • Automedicar. Os antibióticos não matam o vírus e dar medicamentos por conta própria pode piorar as coisas.
  • Relaxar depois da recuperação. Os sinais neurológicos podem aparecer semanas depois; mantenha o acompanhamento mesmo que pareça ter recuperado.
  • Confiança de “está saudável, não precisa de vacinar”. Precisamente porque ele está saudável você quer que ele continue assim.

Perguntas frequentes

A verruga em cães pode ser transmitida para as pessoas?

Não. O vírus da vesícula canina não infecta seres humanos, por isso não é uma zoonose. Você pode cuidar do seu cão doente com tranquilidade, embora você deva ser extremamente higiênico para não transmitir o vírus para outros cães saudáveis.

Um cão vacinado pode pegar vermes?

É muito improvável. A vacina é altamente eficaz e protege a grande maioria dos cães. As falhas geralmente ocorrem quando a pauta está incompleta, quando o animal está imunodeprimido ou em filhotes em que os anticorpos maternos ainda interferem. Em caso de dúvida, consulte o seu veterinário.

Tem cura para a vesícula?

Não existe um antiviral específico que elimine o vírus. O tratamento é de suporte: fluidos, antibióticos para infecções secundárias, controle de vômito e diarreia e medicação para convulsões. O objetivo é manter o cão enquanto seu sistema imunológico combate a infecção.

Quanto tempo demora o verme a aparecer após a infecção?

O período de incubação até a primeira febre é geralmente de 3 a 6 dias. No entanto, os sintomas respiratórios e digestivos chegam um pouco mais tarde, e os sinais neurológicos podem levar várias semanas ou até meses para se manifestar.

Um cão pode sobreviver ao verme?

Sim, alguns cães sobrevivem, mas o prognóstico é sério: cerca de metade dos adultos que adoecem não sobrevivem, e o número é pior em filhotes e com lesões neurológicas. Muitos sobreviventes ficam com sequelas como tiques, convulsões ou danos dentários.

Quantas vezes é preciso revacinar o verme?

Os filhotes recebem várias doses até as 16 semanas, um primeiro reforço por volta do ano e, depois, reforços a cada 1 a 3 anos, dependendo da vacina e do risco da área.

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